Tribunal nega pedido de liminar do Habeas Corpus de motorista do Jaguar

Desembargador Alexandre d’Ivanenko alegou que não há novos indícios para que o documento seja analisado

O desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Alexandre d’Ivanenko negou o pedido de liminar do habeas corpus apresentado pela defesa de Evanio Wylyan Prestini, 31 anos.

Ele era o motorista do Jaguar envolvido em um acidente que matou duas jovens e feriu outras três em fevereiro na BR-470, em Gaspar, no fim de fevereiro. Esta é a quinta vez que Prestini tem o Habeas Corpus negado.

No ofício de 15 páginas emitido nesta quinta-feira, o magistrado afirmou que não há novos indícios ou argumentos que possam implicar na liberdade de Evanio.

“Não houve inovação ou acréscimo aos fundamentos apresentados pelo juízo de primeiro grau”, escreveu o magistrado. Além disso, o desembargador afirmou ainda que a prisão preventiva pode ser mantida, já que a própria defesa não apresentou novos indícios para que o pedido fosse analisado.

Evanio segue detido no Presídio Regional de Blumenau desde o dia 24 de fevereiro, quando teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva na audiência de custódia.

CONTRAPONTO

A reportagem tentou contato com o advogado Antônio Nabor Bulhões, autor do pedido de liminar de habeas corpus, mas não obteve retorno das ligações.

O acidente

A batida envolvendo o Jaguar e um Fiat Palio aconteceu por volta das 6h da manhã de 23 de fevereiro na BR-470, em Gaspar. Duas garotas morreram, Amanda Grabner Zimmermann, 18, e Suelen Hedler da Silveira, 21.

O condutor do carro de luxo, Evanio Prestini, foi submetido ao teste do bafômetro que apontou 0,72 miligrama de álcool por litro de ar expelido, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. Ele foi preso em flagrante.

No dia seguinte ao acidente, a prisão foi convertida para preventiva. Os advogados de Evanio pediram a revogação da prisão, que foi negada pela Comarca de Gaspar. A defesa, então, entrou com o pedido de uma liminar de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que também foi negado.

Quase duas semanas depois, no julgamento do Colegiado, os desembargadores decidiram por manter Evanio preso.

Fonte: NSC | Foto: Divulgação

 

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