Produtores de Santa Catarina esperam colher 1,5 milhão de quilos de uva para vinhos finos de altitude

Oeste registrou aumento de produção e a Serra, queda. No entanto, por condições climáticas, qualidade do vinho deve ser superior nesta safra.

Março é marcado pelo início da colheita das uvas para a produção de vinhos finos de altitude na Serra e Oeste catarinense. A expectativa dos produtores e colher 1,5 milhão de quilos de uva para a safra 2018.

Nesta época do ano, nas duas regiões ocorre a Vindima, que é a festa da colheita da uva. Já é tradição as vinícolas prepararem atividades especiais para os visitantes todos os finais de semana de março.

Até abril o trabalho é intenso nos parreirais. O produtor Everson Suzin espera colher 60 toneladas da fruta, 10% a menos que 2017. Mesmo em quantidade menor, a qualidade está surpreendendo, conta o produtor.

“Nós estamos conseguindo índice maturação que em poucos anos a gente conseguiu. Então tem tudo pra nós conseguirmos um vinho estruturado, um vinho potente e, principalmente, um vinho equilibrado”, disse Suzin.

O frio fora de época em 2017 fez com que os produtores de uva da Serra perdessem cerca de 15% da produção. Já no Oeste, o clima ajudou e a previsão é colher 20% a mais.

“E se continuar como está agora vai ter uma safra muito boa. A gente tem dias quentes e noites um pouco mais frias. No fim é isso que a uva precisa para madurecer de forma adequada”, disse o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Alberto Brighentu.

Depois da colheita, as uvas vão para as vinícolas para se transformarem em vinhos. Um trabalho que demanda dedicação. “Vai o vinho para fermentação, vai em barrica, fica um tempo em caves pra daqui três, quatro ou até mais anos, a gente poder lançar no mercado”, explica o enólogo Joelmir Grassi.

Vindima

Na época em que as parreiras estão cheias de uvas acontece a Vindima. São almoços e jantares harmonizados com os vinhos da região, bem como degustações.

“Tô achando maravilhoso e já tô programando para os meus amigos virem conosco na próxima”, disse a tradutora Claudia Wolff.

O público também pode ajudar na colheita da uva e aproveitar os vinhos em meio à natureza, entre as parreiras.

Redação Misturebas
Foto: Divulgação
Fonte: Portal G1
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