Prefeitura volta atrás e não vai mais realocar profissionais do Samu de Blumenau

A situação que envolve os profissionais das unidades básicas do Samu de Blumenau ganhou mais um episódio. Depois de a prefeitura confirmar que iria realocar oito profissionais que estavam ociosos por falta de ambulância, a administração municipal afirmou no fim da tarde de quarta-feira que a medida não será mais adotada.

O motivo seria um pedido dos próprios profissionais do Samu. Eles se reuniram com representantes das secretarias de Promoção da Saúde e de Administração por duas vezes para tentar resolver o impasse. A alternativa encontrada seria uma reformulação nas escalas de trabalho de todos os 27 servidores que compõem as três equipes de atendimento.

A reportagem procurou a prefeitura para saber quando inicia a mudança divulgada em nota, mas a assessoria de imprensa não soube informar. Disse apenas que com o acordo firmado entre funcionários do Samu e a prefeitura não serão feitas mais horas extras até que todas as viaturas voltem a operar.

Entenda o caso

Na terça-feira, 02 de outubro, a prefeitura divulgou que iria realocar uma equipe com oito profissionais do Samu para postos de saúde. Eles estariam ociosos por falta de ambulância, já que dos três veículos, dois estão na oficina. Um deles, inclusive, com laudo de que não pode voltar a rodar.

Para reduzir o impacto à população, um carro da Secretaria de Promoção da Saúde foi emprestado para a equipe. A prefeitura disse também na terça-feira que irá solicitar novas viaturas ao Governo do Estado, responsável por fornecer os veículos para a prestação do serviço.

Atualizada às 18h13min

Às 18h o diretor de Ações de Saúde, Winnetou Krambeck, atendeu a reportagem do Santa. Ele explicou que a mudança sugerida pela equipe do Samu e acatada pela prefeitura reduz de 15 para 11 os plantões de todos os profissionais do serviço de urgência. A medida deve começar a valer a partir da próxima segunda-feira e durar até mais uma ambulância ser disponibilizada.

Krambeck defende que além de uma das equipes não ficar mais ociosa, a mudança deve gerar uma economia de R$ 20 mil por mês. Ele garante que a decisão não vai impactar no serviço que a população está recebendo e reitera a necessidade de conquistar novos veículos para o Samu.

 

Fonte: NSC Total | Foto: Lucas Correia

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