Polícia Civil recupera carga roubada avaliada em cerca de R$225 mil no Bairro Santa Terezinha, em Gaspar

Agentes da Polícia Civil estão tentando identificar mais pessoas envolvidas no desvio de uma carga de 27,5 toneladas de algodão pluma. O material foi recuperado segunda-feira à tarde em um galpão às margens da Rodovia Ivo Silveira, no Bairro Santa Terezinha, em Gaspar. Lá funciona uma fiação. A pessoa que estava no local e se apresentou como responsável foi presa e responderá por receptação qualificada, com pena que vai de três a oito anos de reclusão.

O desvio da carga, avaliada em cerca de R$ 225 mil, foi comunicado à Polícia Civil quando a empresa perdeu o contato via satélite com a carreta que fazia o transporte. O material saiu do Mato Grosso. De acordo com o delegado da Polícia Civil de Gaspar, Paulo Norberto Koerich, durante o fim de semana foram feitas investigações e descobriu-se que a última passagem do caminhão por uma rodovia havia sido sexta-feira de madrugada em Navegantes. A partir daí a equipe de investigação constatou que o veículo trafegou por Gaspar em direção a Brusque e com base em imagens descobriu o local onde o veículo foi manobrado e onde a carga foi encontrada.

Segundo Koerich, foi possível identificar os fardos a partir do sistema de segurança que a cooperativa de algodão colocou na carga. Os lacres identificadores da origem foram removidos para impossibilitar a identificação e o destino. Ainda ontem, a Polícia Civil comunicou o caso à Secretaria da Fazenda, que deve adotar procedimentos administrativos com relação à inscrição estadual da empresa proprietária do galpão. Se o documento foi cancelado a empresa não poderá mais operar. O delegado Koerich disse ainda que a polícia vai continuar realizando diligências para identificar outras pessoas, pois entende que trata de um crime que causa enormes prejuízos à economia do estado. “Não podemos permitir que empresas estejam compactuando com este tipo de crime, enquanto outras trabalham honestamente e pagam seus impostos”. A operação da Polícia Civil foi feita em parceira com a Divisão de Furtos e Roubos da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic) e com policiais de outros estados. Os nomes da pessoa presa, da empresa onde a carga foi encontrada e o dentinário original não foram divulgados pela polícia.

 

Fonte: Jornal Metas

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