PF faz operação contra lavagem de dinheiro com verba de obras de Prefeituras de SC

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira, 5 de dezembro, a Operação Hooponopono, contra um grupo suspeito de lavagem de dinheiro com verba de obras de saneamento do PAC II, destinadas para ao menos sete prefeituras do Sul de Santa Catarina. Foram expedidos e cumpridos 15 mandados de busca em apreensão para cinco cidades catarinenses e Curitiba (PR).

A operação é um desdobramento de outra investigação da polícia, feita em maio de 2016, que se chamava Operação Água de Prata. Na época, quatro pessoas foram presas: um servidor público, um empresário e dois funcionários de uma empresa suspeita de fraudar licitações. No esquema foram constatados desvio de R$ 2 milhões em três obras públicas.

Os mandados da ação deflagrada nesta quarta em Santa Catarina foram cumpridos oito em Florianópolis, dois em Joinville, no Norte catarinense, um em Blumenau e um em Vitor Meireles, no Vale do Itajaí, e um em São José do Cerrito. Na capital paranaense também foi cumprido um mandado.

Segundo a PF, foram apreendidos documentos de propriedades, computadores, celulares, uma arma de fogo, carros, 209 mil pesos bolivianos, 5 mil dólares e R$ 170 mil na capital catarinense. Os trabalhos ainda estão em andamento e não há balanço da operação.

Estão nas ruas para o cumprimento 68 policiais federais e oito auditores fiscais da Receita Federal. Os suspeitos identificados podem responder por lavagem e organização criminosa.

Investigações

De acordo com o delegado Cláudio Roberto Trapp, as buscas e apreensões foram cumpridas em residências, empresas e em três fazendas. As investigações apontam que os locais eram comprados para ocultar a lavagem de dinheiro e o principal investigado é um servidor público.

Também foram emitidas ordens judiciais de sequestro de bens e de bloqueio de contas bancárias. O objetivo desta fase é colher provas sobre o grupo suspeito da lavagem de dinheiro com a verba do saneamento.

“Uma das pessoas envolvidas tinha uma movimentação financeira muito além da renda, e feito contratos com terceiros e adquirindo bens”, explicou Trapp.

Primeira etapa

Conforme o delegado Trapp, a primeira etapa da investigação teve 70% dos trabalhos relatados ao judiciário e é considerada concluída pela Polícia Federal. No entanto, os quatro presos foram soltos, sendo o que permaneceu mais tempo ficou detido por quatro meses, e, as empresas investigadas continuam ativas, de acordo com a PF.

“Elas inclusive continuam a fazer obras na região, com os mesmos contratantes seguindo as iguais formalidades. O que não pode se dizer é se há irregularidades neste momento”, disse o delegado.

Na época, foram investigados contratos em Turvo, Siderópolis, Meleiro, Santa Rosa do Sul, Cocal do Sul, Jacinto Machado e Laguna, segundo o delegado.

 

Fonte: G1 | Foto: Polícia Federal

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