Os números que explicam queda do Avaí para a Série B

Conta no vermelho. Faltou um ponto para o Avaí fechar o Brasileirão no azul, o bastante para que conseguisse terminar o torneio livre do rebaixamento. O Leão terminou a última rodada lembrando da primeira.

Na estreia e na Ressacada, uma penalidade máxima e clara não foi marcada sobre Junior Dutra e o time empatou em 0 a 0 com o Vitória. Convertida a cobrança, os azurras teriam dois pontos a mais e o objetivo estaria cumprido.

No entanto, número hipotético não vale para o balanço. O real, na frieza da tabela, é o que Avaí teve o pior ataque, aproveitamento baixo nos jogos comandante mandante e outros valores que incidiram no retorno à Série B do Campeonato Brasileiro após apenas um ano na elite – como em 2014.

Confira alguns deles.

32 rodadas no Z-4

Por mais que tenha lutado e tentado, a equipe azurra terminou o torneio na área da classificação que mais frequentou, a zona de rebaixamento. Somente em seis rodadas das 38 esteve fora dela.

Chegou a passar duas delas na lanterna, na oitava e na nona, e o mais longe dela foi na 24ª rodada, quando o empate em 1 a 1 com o Atlético-MG era o sexto jogo de invencibilidade.

29 gols marcados

O pior ataque de toda a competição. O Avaí teve a fraquíssima média de 0,76 gol por partida. O segundo pior time foi a Ponte Preta que anotou oito gols a mais que o Leão.

Das 38 rodadas do Campeonato Brasileiro, em 15 a equipe deixou o campo de jogo sem marcar gols. Em nenhuma partida conseguiu três tentos ou mais.

4 pontos sobre times do Z-4

O aproveitamento sobre os times que terminaram rebaixados também explica a queda. Diante de Coritiba, Ponte Preta e Atlético-GO, o Avaí somou apenas quatro pontos, todos eles nos confrontos com a Macaca (empate como mandante e vitória fora de casa).

Contra o Coxa, perdeu por 4 a 1 na Ressacada e sofreu 4 a 0 em duelo no Couto Pereira. O Dragão quebrou invencibilidade de sete jogos seguidos.

29 jogadores utilizados

O número é reflexo do orçamento apertado do clube. O Avaí foi a equipe que menos utilizou jogadores. Marcado pela pouca rotatividade na escalação, o campeão Corinthians usou 32 atletas no Campeonato Brasileiro.

Do total de utilizados pelo técnico Claudinei Oliveira, cinco têm formação na base do clube. Destaque para Luanzinho, o mais jovem deles. Aos 17 anos, atuou em 19 partidas.

 

Fonte: Jornal de Santa Catarina | Foto: Marcos Bezerra

Nenhum comentário publicado.

Deixe um comentário