Marinha decidirá destino de navio naufragado no Itajaí-Açu

A Superintendência do Porto de Itajaí entregará à Marinha do Brasil o relatório sobre as pesquisas subaquáticas que foram feitas na área onde pode estar naufragado o navio Palas, no Rio Itajaí-Açu.

A embarcação, usada na Revolta da Armada, afundou entre 1893 e 1894 no canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes.

O delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, capitão-de-fragata Alekson Porto, confirmou que o objeto submerso encontrado durante as obras da nova bacia de evolução é, de fato, uma embarcação. Mas ainda não foi possível especificar se é ou não o navio histórico.

Na Marinha, a documentação será encaminhada ao 5º Distrito Naval e de lá deverá ser enviada ao Estado Maior da Armada, que decidirá sobre uma possível remoção.

O local onde o barco está naufragado passará por um cruzamento de dados, que indicará com mais precisão do que se trata.

Desde que a embarcação foi localizada, no ano passado, a Superintendência do Porto de Itajaí informou o caso ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e interditou o local, que está na extremidade da nova bacia de evolução.

Os engenheiros da obra estudam a possibilidade de deslocar levemente a área de manobras para o lado, de forma que o espaço onde supostamente se encontra o navio não atrapalhe no andamento da reta final dos trabalhos.

Caso não seja possível, o entendimento é de que não há prejuízos imediatos em concluir a bacia de evolução de acordo com o projeto original, deixando apenas a área do naufrágio sem dragagem.

Isto porque a área de manobras foi calculada para navios de 366 metros, um tamanho que só será alcançado após o término da segunda etapa das obras, que ainda não tem data para começar.

Revolta da Armada

O navio Palas, que pode estar na área da nova bacia de evolução de Itajaí, pertencia à Companhia Frigorífico Fluminense e foi tomado pelos rebeldes da Marinha que protagonizaram a Revolta da Armada.

Inserida no contexto da Revolução Federalista, a Revolta da Armada ocorreu no fim do século 19.

Os revoltosos pediam da Marinha a deposição do presidente, Marechal Floriano Peixoto.

Redação Misturebas
Créditos: Luiz Carlos de Souza
Fonte: NSC
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