Mais da metade das estações do sistema de alerta de cheias no Médio Vale está quebrada

Oito das 14 estações telemétricas usadas pelo Centro de Operação do Sistema de Alerta (Ceops) para prever o nível do rio Itajaí-Açu em caso de enchente estão quebradas. De acordo com o coordenador do Ceops, Dirceu Severo, elas estão com problemas na captação dos dados ou na transmissão deles até a central, que fica na Universidade Regional de Blumenau (Furb).

Isso quer dizer que se tivéssemos uma enchente hoje, os técnicos do Ceops não teriam informação suficiente para fazer os cálculos do nível do rio em determinada hora, algo que é fundamental para a população e para os órgãos de segurança na hora de tomar decisões importantes como deixar ou não a casa em busca de abrigo, retirar ou não o estoque da loja ou fábrica ou ainda priorizar a ajuda em determinada região.

Reparo providenciado

A boa notícia é que a Furb acabou de contratar uma empresa para fazer os reparos. Vai custar R$ 25,5 mil, dinheiro que vem de um convênio com a Agência Regional de Desenvolvimento (ADR) de Blumenau. O serviço deve ser executado nas próximas semanas.

Está mais do que na hora de fazer com que a manutenção desses importantes equipamentos seja permanente, sem deixar o problema acumular como vem ocorrendo nos últimos anos.

Até melhorou nos dois anos anteriores, enquanto a Associação dos Municípios do Médio Vale (Ammvi) ajudou por meio de um convênio com a Furb, mas agora, uma vez mais, a universidade depende da boa vontade de quem se preocupa com o problema para conseguir algum dinheiro para esse fim. Serviço tão importante para toda a região deveria ter a manutenção nas mãos do governo do Estado.

 

Fonte: NSC | Foto: Artur Moser

Nenhum comentário publicado.

Deixe um comentário