Itajaí garante financiamento de US$ 62,5 milhões para obras de infraestrutura

Dinheiro será usado em 24 obras que serão executadas gradativamente, pelos próximos dois anos.

Oprefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), assina hoje empréstimo de US$ 62,5 milhões junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) – o equivalente a R$ 226 milhões, de acordo com a cotação da moeda estrangeira ontem.

O dinheiro será usado em 24 obras de infraestrutura executadas gradativamente nos próximos dois anos (confira na tabela). O município terá 12 anos para pagar o empréstimo.

Duas obras estão licitadas e terão a ordem de serviço assinada hoje: a reurbanização da Rua Aleixo Maba, na Barra do Rio, e a Praça de esportes do bairro Santa Regina.

Outras quatro têm projeto em análise no departamento jurídico da prefeitura, e em breve entrarão em licitação. Até o fim do ano, será liberado US$ 1 milhão para as primeiras medições.

Entre as obras previstas há melhorias na pavimentação, readaptação no sistema viário, drenagem pluvial para reduzir o risco de enchentes, áreas de recreação e lazer. Todas discutidas nas oficinas de Planejamento Estratégico de Itajaí, este ano.

Na lista de obras entram, por exemplo, um binário na Rodovia Osvaldo Reis, ligando a Itajaí à Avenida Martin Luther, em Balneário Camboriú, e outros nas principais avenidas do Centro: Marcos Konder, 7 de Setembro, Joca Brandão e Contorno Sul.

O Fonplata tem sede na Bolívia. O empréstimo foi autorizado pelo Legislativo federal – o que é de praxe nesse tipo de transação – e terá 2,65% de juros.

Alcides Volpato, coordenador de Planejamento Estratégico da prefeitura de Itajaí, diz que no cálculo dos juros entram as taxas do próprio Fonplata, de 0,5%, e a London Interbank Offered Rate, a chamada Taxa Libor, usada como referência em transações internacional.

Volpato afirma que a taxa tem vantagem sobre o BNDES, por exemplo, que oferece juros a 12%. Serão pagos cerca de R$ 20 milhões por ano.

– Nós iremos montar um fundo, que pagará esse financiamento independente da arrecadação municipal, ou seja, deixaremos para as próximas administrações uma economia mais forte, com uma arrecadação maior – projeta o assessor especial da prefeitura de Itajaí, Auri Pavoni.

A expectativa é que a valorização de áreas, com consequente aumento de IPTU e o pagamento de taxas de liberação de obras, ajude a pagar a conta. O dinheiro será enviado conforme as obras forem licitadas.

Fonte: NSC | Foto: Foto: Luiz Carlos Souza

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