Invasão de leão-baio a casa de SC pode ser consequência da greve dos caminhoneiros, diz professor

Nesta quarta-feira, 6 de junho, um dia depois de um leão-baio ter aparecido em um clube de Laguna, no Sul catarinense, o zelador do local Alexson Nascimento da Silva respira aliviado. “Fiquei uma manhã toda sem trabalhar”, disse. O aparecimento do animal da cidade pode ser uma consequência da greve dos caminhoneiros, que deixou rodovias escuras e tranquilas, segundo o professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Pedro Castilho.

“Cheguei para trabalhar às 7h e encontrei os policiais em busca do animal. Eu até ajudei no que pude, mas em dado momento, foi preciso parar, sob risco de dar de cara com o animal”, contou o zelador.

Antes de chegar ao local, o leão-baio de 52 kg, de aproximadamente dois anos de idade e com 110 cm de comprimento (sem a cauda), entrou em uma residência na frente do clube, avançou contra um armário, segundo a Polícia Militar Ambiental, provavelmente em busca de alimentos.

Conforme os funcionários do clube, a auxiliar da família, que mora na casa invadida pelo leão, deu de cara com o animal ao chegar ao trabalho. “Ele viu a moça e se assustou, derrubou o portão e fugiu”, contou Alex.

O clube precisou ficar isolado durante a manhã toda devido à presença do animal, que só foi visto por cima de um muro, segundo o zelador.

“Os policiais subiram em uma escada e o leão estava lá, debaixo de um depósito de sorvetes. Acho deve ter tido uma noite agitada, a julgar pelo que aprontou na casa da moradora da frente”, contou.

O animal não feriu ninguém, disse a Polícia Militar, e após ser sedado foi levado para receber atendimento de pesquisadores da Udesc.

Segundo professor Pedro Castilhos, o leão-baio ocorre em todo estado, mas é mais comum em áreas de natureza preservada próximas à Serra, a 50 quilômetros de Laguna.

“Ele é um animal que anda muito. Uma hipótese é que, com a greve dos caminhoneiros, as rodovias ficaram escuras e o leão-baio se sentiu seguro pra chegar a Laguna”, afirmou.

O animal foi solto ainda na terça-feira. O local da soltura será mantido em sigilo para segurança do animal e das pessoas. “Ele é um animal jovem em busca de uma área própria. Com o rádio-colar com GPS vamos poder acompanhar os passos dele via satélite. Esta é uma boa oportunidade de aprender, ele vai se instalar, acasalar, há muito para ser analisado na rotina dele”, disse o veterinário Joares May Júnior, pesquisador da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

Fonte: Portal G1 | Foto: PM Ambiental

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