Falta de materiais em escolas municipais compromete andamento das aulas em Florianópolis

Na tentativa de amenizar os transtornos, professores e pais de alunos têm comprado os itens que deveriam ser fornecidos pela Prefeitura

A falta de itens básicos nas escolas como giz, cadernos e canetas tem comprometido o andamento das aulas no início do ano letivo da rede municipal de Florianópolis.

Na tentativa de amenizar os transtornos, professores e pais de alunos têm comprado os materiais que deveriam ser fornecidos pela Prefeitura.

Por conta disso, a Secretaria de Educação avalia a possibilidade de reorganizar logística de entrega para otimizar entrega dos produtos já adquiridos em licitações.

Na Escola Básica Municipal Donícia Maria da Costa, no bairro Saco Grande, dos 78 tipos de materiais que deveriam ser repassados pela Prefeitura, 46 estão em falta. Para escrever no quadro, a escola calcula que precisa de 400 canetões para o ano todo, e segundo a direção vieram 16.

A professora Cristina Correa teve que comprar com o próprio salário o material que está utilizando para lecionar.

“Tive que comprar todo o material de papelaria que a gente precisava pra trabalhar com as crianças. O que tinha de remanescente do ano passado, a escola organizou para reutilizar, Isso aqui nada mais é que uma obrigação mínima da própria Prefeitura, secretaria, sem isso aqui inviabiliza o aprendizado”, disse.

Segundo o diretor da escola Marcos Bueno por conta da falta de materiais, os professores muitas vezes são orientados a alterar o planejamento para se adequar a situação diante das dificuldades.

“Afeta bastante tanto porque o professor precisa criar estratégias cada vez mais criativas pra dar conta sem o material, mas principalmente o mais prejudicado é o aluno que poderia estar aprendendo com qualidade”, explica.

Na Escola Básica Municipal Professora Herondina Medeiros Zeferino, no bairro Ingleses, parte dos materiais foi comprado pela unidade de ensino e também ocorreram doações.

“Muitas famílias ajudaram doando alguns materiais, principalmente didáticos no início do ano letivo, o que ajudou nesse estoque e em questão disso não temos problemas em relação à falta de materiais”, disse o diretor Willian Marques Pauli.

O secretário municipal de Educação, Maurício Pereira, disse que desconhecia a situação da falta de materiais nas escolas e mencionou a possibilidade do problema estar relacionado com a logística de entrega.

“Eu não tinha essa informação. Temos praticamente todos nossos processos de licitação bem administrados e encaminhados, todos os problemas eles são pontuais e vamos resolver”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, existe uma lista padrão da pasta para atender as 114 unidades.

“O que precisamos é ter uma velocidade de entrega e uma administração do almoxarifado, A equipe de entrega se desdobra porque faz muitos trabalhos e estamos avaliando pra aumentar o número de veículos e de pessoas”, completou.

Redação Misturebas
Foto: Reprodução
Fonte: Portal G1
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