Estiagem em SC baixa nível dos rios e aumenta risco de queimadas de maior extensão

Oito rios estão em emergência. Com seca, fogo se espalha mais rápido após queimadas irregulares.

Julho tem sido de pouca chuva em Santa Catarina. Em algumas regiões não choveu nem 10% do esperado para o mês. Com isso, caem o nível dos rios e sobem os registros de queimadas.

Um exemplo de estiagem é Brusque, no Vale do Itajái. Nos últimos 30 dias, choveu na cidade um quarto do esperado para o mês inteiro.

A situação é crítica em outras partes do estado também. Oito rios estão em emergência para a estiagem, nas regiões dos municípios de:

  • Guaraciaba, no Oeste
  • Tangará, no Oeste
  • Rio Negrinho, no Norte
  • José Boiteux, no Vale do Itajaí
  • Camboriú, no Litoral Norte,
  • São João Batista, na Grande Florianópolis
  • Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis
  • São Martinho, no Sul

Se não chover, outros oito que estão em alerta entram para a lista. Os dados são da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Queimadas

Mas a seca pode trazer um problema bem mais grave: as queimadas. No último fim de semana, os bombeiros de Brusque atenderam a uma ocorrência desse tipo. As chamas atingiram uma área de 30 mil metros quadrados.

O Código Florestal permite o uso do fogo em situações específicas e com a prévia autorização do órgão ambiental.

“Eu estou há 11 anos trabalhando aqui no órgão ambiental de Brusque, a Fundema. Não houve nenhum pedido de queimada no município. Geralmente as queimadas feitas no município são irregulares. Começam com o pessoal colocando fogo nas suas casas e se espalha para o mato”, afirmou o engenheiro ambiental da Fundema Anderson Constantini.

Quando não é autorizada, a prática pode ser considerada crime, com pena que pode chegar a até seis anos de prisão e multa.

Só no último sábad, dia 21, o Corpo de Bombeiros de Brusque precisou atender pelo menos oito incêndios em vegetação.

Esses casos foram em pontos diferentes na cidade ao longo dia. Os bombeiros acreditam que uma área de 50 mil metros quadrados foi queimada, o que equivale a cerca de sete campos de futebol.

“Além dos danos ambientais, danos à flora, à fauna, que podem causar algum desequilíbrio, os possíveis danos patrimoniais podem acarretar de um incêndio e, eventualmente, danos pessoais. A gente não tem notícia nos últimos tempos de uma pessoa que tenha sofrido algum dano pessoal, algum ferimento, mas esse risco existe, inclusive para as guarnições de serviço. Esse cuidado a gente sempre reforça e repassa para as pessoas que evitem as queimadas”, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros de Brusque, Jacson Luiz de Souza.

Fonte: Portal G1 | Foto: Reprodução

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