Entenda como a obra da Usina do Salto mudará o abastecimento de água, em Blumenau

Começou na terça-feira, 19 de junho, o processo da troca de quatro grandes comportas na Usina do Salto, em Blumenau. Para uma primeira inspeção técnica e retirada de medidas para a fabricação da nova estrutura, o reservatório foi totalmente esvaziado. Com isso, o Samae não captou água no canal, interferindo no tratamento e distribuição na ETA II, que fica na Rua Bahia, responsável por 70% do sistema da cidade. Algo semelhante ocorrerá durante a colocação das comportas e o reforço da estrutura, trabalhos previstos para ocorrer no inverno.

A redução do nível de água no canal é necessária pela segurança dos funcionários que fazem a manutenção corretiva nestas comportas. Com a troca dessa estrutura não será mais necessária a diminuição do nível de água e, consequentemente, o abastecimento será feito normalmente pelo Samae, justifica o chefe de operação e manutenção de usinas da Celesc Geração, Flávio Spolaor.

Para executar a obra, a Celesc vai investir R$ 1,048 milhão, valor definido por contrato licitatório, vencido por uma empresa de Herval d´Oeste. Agora, o próximo passo será a fabricação da estrutura, que pretende acabar com um problema recorrente: o risco de desabastecimento durante as manutenções na usina.

A nova estrutura vai permitir que a Celesc faça mais trabalhos de manutenção, inclusive as preventivas, que não são feitas hoje para não afetar a população – explica Spolaor.

Segundo o gerente de Manutenção do Samae, Guto Reinert, a obra dará a condição de adução de água bruta em plenitude, sem que tenha uma redução na quantidade de água tratada. A autarquia trabalha ainda em uma nova estrutura para ampliar o sistema de captação. O processo licitatório deve ser realizado ainda neste ano.

– Com uma nova estrutura a Usina do Salto passaria a ser como um backup, não mais com a necessidade de captar água somente na ETA II – afirma Reinert.

Cronograma das obras será definido pela empresa

O cronograma para a troca da comporta será definido pela empresa responsável pelo projeto de execução da obra, em conjunto com a Celesc e o Samae. De acordo com Spolaor, a troca é complexa e deve demorar, no máximo, oito dias, mas não de forma consecutiva. Com isso, amenizará os efeitos no abastecimento de água para os moradores da cidade.

Muitos fatores vão influenciar na entrega da obra, o nível do Rio Itajaí-Açu, o tempo de construção da estrutura e a questão do abastecimento, que não pode ser interrompido abruptamente. Uma das preocupações é fazer este processo durante o inverno, período em que o consumo de água é menor – conta o chefe de operação e manutenção de usinas da Celesc.

Segundo o gerente de Manutenção do Samae, Guto Reinert após ser apresentado o cronograma de trabalho, será deliberada a melhor forma de conduzir e buscar alternativas para que melhor atendam a população.

Um trabalho desses pode gerar algum reflexo durante a obra, mas é algo propositivo pensando no futuro, para não afetar o abastecimento do Samae – completa.

A troca das comportas vai refletir também na geração de energia da unidade, proporcionando um aumento de 20% na produção de energia na Usina do Salto. Segundo a Celesc, logo após a conclusão da troca da estrutura, será possível concluir a manutenção do segundo gerador para ampliar a produção de energia na cidade.

 

Fonte: Jornal de Santa Catarina | Foto: Luís C. Kriewall Filho

Nenhum comentário publicado.

Deixe um comentário