Desentendimento entre PM de Camboriú e Guarda Municipal de BC vai parar na delegacia

Uma perseguição dentro do território da vizinha Camboriú reacendeu a tensão entre a Polícia Militar e a Guarda Municipal de Balneário Camboriú, e terminou com agentes das duas forças de segurança na delegacia. Desta vez, guardas que acompanhavam um carro suspeito de clonagem recusaram-se a deixar o local depois que a PM assumiu o caso. A perseguição ocorreu no Conde Vila Verde _ mesmo bairro onde, em abril do ano passado, viaturas da GM foram apedrejadas.

Segundo informação da Polícia Militar, 9 viaturas da Guarda Municipal de Balneário Camboriú adentraram o território de Camboriú. Um acordo permite que a GM atue nas cidades vizinhas em caso de flagrante, estendendo inclusive o porte de armas. Mas a lei determina que, com a chegada da Polícia Militar, o caso passe a ser de responsabilidade da corporação estadual.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o comandante da corporação em Camboriú, capitão Thiago Ghilardi, diz que a PM recebeu uma ligação da guarda no número de emergência, relatando que estavam acompanhando um veículo. Outra ligação, feita por populares, informava que uma pessoa havia sido baleada em uma suposta troca de tiros _ o que ainda não foi confirmado.

_ Prestamos apoio. Como tinha muitas viaturas (da guarda), solicitei que elas voltassem para Balneário Camboriú, uma vez que a ocorrência estava acabada e a GM já havia pedido guincho para retirar o veículo do local.

Segundo Ghilardi, guardas negaram-se a apresentar identificação à PM para que fosse lavrado Boletim de Ocorrência sobre o fato.

_ A ordem legal não foi obedecida. Não quiseram assinar TC (termo circunstanciado) de desobediência, então tivemos que nos deslocar até a delegacia.

Ninguém foi preso. Nem os criminosos, que conseguiram escapar.

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Gabriel Castanheira, não quis falar sobre o caso na manhã desta sexta-feira e disse que vai divulgar um vídeo “que mostra a conduta de cada um no local”.

As vaidades institucionais já causaram problemas entre as duas corporações na região de Balneário Camboriú. Em abril do ano passado, o Ministério Público emitiu uma recomendação para que a GM não extrapole suas funções constitucionais _ em protesto, a guarda deixou de atender ocorrências.

As divergências já foram discutidas, inclusive, com o Governo do Estado pelo prefeito Fabrício Oliveira (PSB).

 

Fonte: NSC | Foto: PMSC

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