Deputado federal João Rodrigues é transferido para Centro de Detenção Provisória em Brasília

Parlamentar estava preso em Porto Alegre. Ele foi condenado à prisão por irregularidade em licitação

O deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP), em Brasília, na manhã de terça-feira, dia 6 de março. Ele estava preso em Porto Alegre (RS) desde fevereiro.

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Federal de Porto Alegre, a transferência ocorreu por volta das 6h30 e policiais federais o acompanharam no voo. Por volta das 9h ele chegou em Brasília e foi levado para o CDP, na Papuda.

O parlamentar foi condenado a cinco anos e três meses de reclusão em regime semiaberto em 2009, por irregularidade em licitação e em 6 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal ordenou a execução imediata da pena.

O juiz convocado Rony Ferreira, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), autorizou no dia 21 de fevereiro a transferência atendendo ao pedido da defesa de Rodrigues, que argumentou que a transferência para a capital federal era para que o parlamentar continue a exercer as funções na Câmara dos Deputados, caso seja autorizado pela Justiça.

O despacho da Justiça publicado em 1º de março determinava que na segunda-feira (3) ele estivesse à disposição da Polícia Federal para a transferência.

Rodrigues foi preso pela Polícia Federal no dia 8 de fevereiro, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele voltava de uma viagem de férias com a família em Orlando, nos Estados Unidos.

No mesmo dia, foi transferido para a capital gaúcha, onde fica a sede do TRF-4, instância jurídica que o condenou à reclusão.

Na época da condenação, o deputado federal era prefeito de Chapecó, por isso foi julgado diretamente na segunda instância da Justiça. A acusação era referente ao período de 30 dias em que ele exerceu o cargo de prefeito interino de Pinhalzinho, em 1999.

Licitação

O Ministério Público Federal acusou Rodrigues de autorizar licitação para a compra de uma retroescavadeira para a prefeitura de Pinhalzinho por R$ 60 mil. Como parte do pagamento, foi entregue uma máquina usada, de R$ 23 mil.

Mas, conforme o MPF, a comissão que avaliaria o preço da retroescavadeira usada só foi nomeada dois dias depois do edital de tomada de preços, que já trazia os R$ 23 mil.

A licitação foi na modalidade de tomada de preços e houve somente uma concorrente, da cidade de São José, que fica a 650 quilômetros de Pinhalzinho.

A empresa vencedora teria recebido R$ 95,2 mil mais o equipamento usado. Além disso, a máquina usada teria sido vendida a um terceiro, por R$ 35 mil.

Redação Misturebas
Créditos: Reprodução
Fonte: Portal G1
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