Comportas do Jardim de Alah não deram vazão a tanta chuva e RJ amanhece com pontos de alagamento

A combinação da maré alta com a passagem de frente fria pela costa gerou a tempestade que parou a cidade do Rio e alagou vias na Região Metropolitana e na Costa Verde na manhã desta segunda-feira, 26 de novembro. Choveu bastante particularmente na região da Lagoa, na Zona Sul, e a prefeitura pouco pôde fazer, segundo o secretário Paulo Messina, chefe da Casa Civil.

Segundo o secretário, 80 milímetros de chuva caíram no instante que a maré atingiu o pico. “Infelizmente a Lagoa tem essa característica, de uma vazão para o mar mais complicada”, explicou.

“Estávamos controlando a comporta do Jardim de Alah bem, mas a água extravasou, não teve jeito”, disse Messina.

“A situação da Lagoa não é simples – não podemos simplesmente abrir as comportas do Jardim de Alah para o mar de qualquer jeito. A Lagoa Rodrigo de Freitas é um ecossistema, e esse controle, do momento em que as comportas são abertas, é feito com cuidado. No caso de hoje, os engenheiros da Rio-Águas temiam que, caso fossem abertas, a água do mar poderia entrar, ao invés de as águas da lagoa saírem”, detalhou o secretário.

Mas Messina assegura que a cidade respondeu bem ao temporal. “Mesmo em estágio de atenção, tem um limite de quanto as galerias de drenagem podem suportar”, disse.

“Se não tivesse sido no horário do rush, o cidadão não teria sentido”, emendou Messina.

Causas do aguaceiro

Segundo o Climatempo, frente fria passou rente à costa do RJ depois de um domingo de forte calor – a máxima foi de 33,3°C. Nuvens normalmente ficam “agarradas” nas montanhas dos maciços da Pedra Branca e da Tijuca, e as altas temperaturas acabaram encorpando os núcleos de chuva. Tanta água acumulou quando a maré estava no auge, dificultando o escoamento.

 

Fonte: G1 | Foto: Reprodução

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