Com base em áudio, defesa de Bianca Wachholz quer que réu seja acusado por outros quatro crimes

Em gravação feita horas antes de ser morta, vítima fala sobre ameaças de morte, momentos de pavor e medo

Uma gravação feita por Bianca Wachholz horas antes de ser morta pode aumentar a pena do ex-namorado Éverton Balbinott de Souza, 31 anos, acusado de matá-la, em caso de condenação.

O áudio foi enviado pela artista a um amigo em busca de ajuda. Na gravação, ela fala sobre ameaças de morte, momentos de pavor e medo.

O áudio foi repassado à reportagem pelo advogado da família de Bianca, Alexandro Roberto Maba, e autorizado pelos familiares.

Ela foi morta no dia 25 de julho. O ex-namorado Éverton Balbinott de Souza, 31 anos, foi preso preventivamente e acusado pelos crimes de feminicídio e posse ilegal de arma de fogo.

Com a gravação, Maba quer que o acusado responda também por outros quatro crimes: ameaça, cárcere privado, constrangimento ilegal e crime na presença da mãe. O material foi encaminhado ao MP.

O pedido ainda não foi analisado pelo MP, que tem até o início da semana que vem para se manifestar e aditar a denúncia. Segundo Maba, se adicionado estes quatro crimes, a pena do acusado pode aumentar em cinco anos, em caso de condenação.

Contraponto

O advogado João Fillipe Figueiredo, que representa o acusado Éverton Balbinott de Souza, diz que a defesa vai se reservar o direito de comentar os elementos que estão no processo, e só no processo.

Relembre o caso

– A artista Bianca Mayara Wachholz, 29, foi morta no dia 25 de julho dentro da casa da mãe, na Itoupava Central. O ex-namorado dela, Éverton Balbinott de Souza, teria invadido a residência e atirado no rosto da jovem. A mãe de Bianca estava na casa e presenciou o crime.

– O acusado fugiu e chegou a se apresentar na delegacia no dia seguinte ao crime, onde ficou em silêncio durante o depoimento e foi liberado pois o mandado de prisão preventiva ainda não havia sido autorizado pela Justiça.

Dois dias após o crime, no dia 27 de julho, Éverton foi preso na casa de parentes e levado ao Presídio Regional de Blumenau, onde segue até o momento.

– Ativista em ações de direitos das mulheres e idealizadora de um projeto que promoveria conversas e palestras em Blumenau com renda revertida para mulheres vítimas de violência doméstica, Bianca foi homenageada em diversos locais nos dias seguintes ao crime.

– Um mural da artista mexicana Frida Kahlo pintado por Bianca em um espaço colaborativo na Itoupava Seca foi o ponto mais lembrado e acabou se tornando uma espécie de memorial da vítima.

Fonte: NSC | Foto: Reprodução / Instagram

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