Cachorro de rua ganha uniforme e vira mascote da Volvo Ocean Race em Itajaí

Cãozinho abandonado esbanja carisma e simpatia e atrai a atenção do público que visita a na Vila da Regata, em Itajaí

O albatroz Wisdom (que em inglês significa sabedoria) é o mascote oficial da Volvo Ocean Race desde a edição disputada entre 2011 e 2012.

A espécie está em extinção e representa a contribuição da regata à campanha “Save the Albatross” (Salve o albatroz, na tradução do inglês).

Nesta edição, outro animal tem conquistado o coração de crianças e adultos durante a passagem da regata por Itajaí: um cachorro de porte pequeno e pelagem cor de mel, apelidado de P2, que fixou moradia na Vila da Regata.

Ilário José Furtado, um dos responsáveis em manter a segurança do evento, criou uma relação de afeto e carinho com o animal.

O profissional encontrou o cachorro há duas semanas, na abertura do evento. Desde então o cãozinho não arredou pé, ou melhor, as patas da Vila da Regata.

– Desde o primeiro dia, observei alguns cachorrinhos de rua nas proximidades. Ele e outros cães. Ele é muito inteligente e foi conquistando o seu espaço. Brigou com um outro cachorro amarelo, grande, bem maior que ele, que acabou correndo e indo embora. Foi quando dei o nome e o adotei – conta Ilário.

O nome dado ao cão tem motivo. Ilário explica que na área da segurança, o código P2 significa “policial que presta serviço fora do horário de trabalho”.

Depois de dar ração e água, o bichinho se apegou ao segurança. No início, Ilário o deixava em um local específico para evitar que o cão invadisse a Vila da Regata. Porém, o bichinho encontrou formas de fugir e encontrar o fiel companheiro.

Mascote ganhou até uniforme

A aparência lembra um “salsicha”, como são popularmente chamados os cães da raça Dachshund. Há alguns dias, o bichinho foi devidamente uniformizado pela empresa que presta segurança ao evento.

Tudo isso faz de P2 um sinônimo de sucesso com o público, transformando-o no mascote da etapa de Itajaí da regata. Ilário diz que ganhou um companheiro de trabalho e um amigo.

– Ele é que me adotou. Quando a gente se perde, é ele quem me acha. Uma verdadeira história de amizade e amor – pontua o segurança, que adotou o mascote.

Fonte: Jornal de Santa Catarina | Foto: Marcos Porto

 

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