Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul: Três histórias emocionantes de quem se dedica a salvar vidas

Passando as folgas na corporação, fazendo plantões no fim de semana e sem receber ajuda financeira em troca – esse é o trabalho dos Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul, corporação que no dia 22 de agosto completou 52 anos de existência.

As dificuldades existem, mas desistir não é uma opção e três voluntários prometem não largar o osso.

Nilton, Cristiano e Ismael começaram escrevendo cada um a sua história, mas a paixão por ajudar o próximo os levaram ao mesmo lugar. Conheça a história dos três bombeiros voluntários de Jaraguá do Sul que estão a mais tempo na corporação.

Nilton: três décadas de companheirismo

No início dos anos 80, a sirene dos bombeiros ecoava por toda Jaraguá do Sul, despertando a curiosidade da população. Uma dessas pessoas interessadas em saber da onde vinha o som era Nilton Odeli, de 52 anos. Apenas com 14 anos na época, ele foi conhecer a corporação e viu seu irmão se tornando um bombeiro voluntário.

No momento que ele deixava a corporação, Nilton entrou para os bombeiros, em 1988, uma época bem diferente da atual. Sem ambulância, as vítimas eram levadas em uma picape.

“O treinamento, atendimento e procedimento era diferente. Hoje tem um cuidado maior com a vítima”, destaca.

À parte do voluntariado, Nilton trabalhava em uma empresa que produz máquinas e equipamentos, sempre estando pronto para atender uma ocorrência. Quando tinha um chamado, a sirene era acionada, Nilton parava o que estava fazendo, saia do trabalho e atendia o acontecimento.

Ele não nega que o trabalho voluntário é cansativo e que já pensou em desistir. Porém, parou e pensou se realmente ele gostava daquilo e essa reflexão traçou seu destino até os dias atuais.

“Eu não faço isso por mim, mas sim pela população que precisa da minha ajuda”, refletiu.

Hoje, socorrer alguém faz parte por completo de sua rotina, já que há 14 anos ele trabalha como brigadista em uma empresa de elástico. Com companheirismo e respeito, ele busca ensinar e aprender com os mais novos, para seguir ajudando a comunidade jaraguaense pelo tempo que puder.

“Enquanto Deus me der forças, eu vou continuar”, ressalta emocionado.

Cristiano: 15 anos fazendo a diferença
“Ser bombeiro é muito gratificante”, essa são as primeiras palavras de Cristiano José Bezera, de 34 anos, sobre seu trabalho voluntário.

A vontade de ajudar as pessoas sempre esteve ligada em sua rotina, mas foi há 15 anos que ele teve realmente a oportunidade de fazer a diferença quando entrou para os Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul.

Durante o tempo na corporação muitas coisas boas já aconteceram na vida do voluntário. Cristiano lembra de um caso onde estava atendendo uma vítima consciente com fraturas pelo corpo e sentindo uma dor forte. Após realizar alguns procedimentos, ele conseguiu parar a dor.

“É bom ver que você fez a diferença para não agravar as lesões e tranquilizar a vítima”, conta.

Mas é claro que nem sempre de coisas positivas vive um bombeiro voluntário. Cristiano recorda de um fato onde uma mulher havia retirado um câncer e sofreu hemorragia interna. O bombeiro conversou por vários minutos com ela, mas a mulher sofreu complicações, entrou em parada cardiorrespiratória e faleceu.

Esses casos o deixam triste, mas o amor pelo voluntariado é mais forte. A cada plantão, uma sensação de missão cumprida no lugar que Cristiano chama de segunda família.

“Não vou desistir, servir a uma causa é a nossa honra e eu faço por gosto”, destaca.

Ismael: persistência em ajudar há 14 anos

Ismael Marquardt, de 39 anos, acredita que em todos os momentos alguém já pensou em fazer algo pela sociedade. Foi entrando para os Bombeiros Voluntários que ele encontrou a maneira de fazer a sua parte e com o decorrer dos anos foi se sentindo bem.

É fácil encontrar alguém que já pensou em desistir de algo, o difícil é achar motivos para continuar. A rotina puxada em conciliar a vida pessoal com voluntariado fez esse pensamento rondar a cabeça de Ismael. Porém, as amizades na corporação e a vontade de seguir ajudando a sociedade não fizeram ele deixar os bombeiros.

“Já pensei em desistir, mas nunca consegui”, sorri.

Bombeiro é algo que a sociedade sabe o que é e geralmente elogia esse trabalho, mas é complicado encontrar alguém que pensa o que é ser bombeiro voluntário. Ismael define.

“É uma forma de poder ajudar as pessoas em um momento difícil, de dor, é não esperar nada em troca e ajudar pelo simples fato de se sentir bem”, acentua.

 

Fonte: OCP Online

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