Blumenau recebe seletiva da WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo

Prova envolve estudantes de 14 estados do Brasil de olho em uma vaga na etapa mundial, na Rússia . Há uma blumenauense no grupo representando Santa Catarina

Uma jovem apaixonada por moda. Cursou aprendizagem industrial, estilismo e técnico em vestuário. A aluna dedicada recebeu o convite para disputar uma das seletivas para o torneio internacional de educação profissional. Não foi planejado e almejado, mas quando aceitou o desafio, a dedicação foi total.

A moça de Blumenau passou na primeira fase e esta semana representa Santa Catarina na etapa que vai definir o brasileiro na WorldSkills, a maior competição do gênero do mundo.

Essa é a história de Sabrina Silva de Oliveira, 20 anos, que até o fim da tarde desta quinta-feira está focada em um único propósito: cumprir a tarefa na seletiva de Tecnologia de Moda. Ela está na disputa com mais 13 estudantes de outros estados.

Quem vencer terá a chance de no ano que vem colocar em destaque o nome do Brasil na Rússia. A prova, que começou na segunda-feira, ocorre no Senai. Eles vão apresentar na sexta-feira, às 10h, os medalhistas de ouro e prata.

Os melhores alunos dos países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul disputam medalhas em modalidades que correspondem a profissões técnicas da indústria e do setor de serviço. O processo é intenso e rigoroso, conta o diretor do Senai no Vale do Itajaí, Jacir Luiz Lenzi.

São quatro dias para executar um projeto, em que a pessoa é avaliada a todo instante em vários aspectos, desde comportamento, método, qualidade no trabalho e criatividade.

Sabrina tem que fazer desde a criação de uma peça de vestuário até a confecção. Como destaca o responsável pela unidade, o bom profissional sabe fazer todas as etapas, não é só desenhar e passar para alguém produzir.

– Renunciei muitas coisas para me dedicar à preparação para a olimpíada e a expectativa é ir ao mundial – destaca.

Quando o processo acabar, ela acredita que estará preparada para enfrentar o mercado de trabalho na Itália, local que pretende morar. Conforme Lenzi, ótimas oportunidades profissionais não faltam para os alunos que chegam a disputar a WorldSkills.

Segundo ele, o índice de empregabilidade de quem faz os cursos já é alto, mas quem participa das disputas é ainda mais almejado pelas empresas.

Foi assim com Rafael Oening, 24 anos. Em 2015, ano em que o Brasil venceu o mundial de profissões com 27 medalhas, ele participou na ocupação Administração de Serviços de Rede, em São Paulo.

Voltou para casa com medalha de excelência e a certeza de que viveu uma experiência fundamental para o sucesso profissional que tanto almeja e hoje considera alcançado.

– Como estava no início da minha carreira, a visibilidade pela competição favoreceu e gerou a oportunidade de ingresso no mercado de trabalho, conquistando uma boa colocação – esclarece.

Um representante de Blumenau está garantido

Se Sabrina vencer na ocupação de Moda, assim como o Oening conquistou a de Administração de Serviços de Rede, ela vai se juntar ao único representante de Blumenau já garantido para a WorldSkills 2019.

Eduardo Mateus Hermann será o nome do Brasil na ocupação de Redes de Computadores. A meta é clara: superar os adversários de países como China, Japão e Rússia. Para isso, ele tem dedicado cerca de oito horas por dia aos estudos.

O time pode ser ampliado dependendo dos resultados finais dos alunos nas profissões de vitrinismo, solução de software, construção em alvenaria e construção em sistema de drywall.

O professor universitário Moacir Marques vê a WorldSkills como mais uma ferramenta de globalização do conhecimento. Para ele, a iniciativa demonstra que quando se há investimentos e oportunidades iguais entre os países em educação, os estudantes todos são capazes.

Lenzi concorda e completa dizendo que outra vantagem é o intercâmbio entre os professores, refletindo no ensino de sala de aula.

Fonte: JSC | Foto: Luís C. Kriewall Filho

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