Balneário Camboriú nega apoio à Parada da Diversidade: “governamos para a maioria”

O secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Miro Teixeira, disse na manhã desta terça-feira, 6 de novembro, que a prefeitura não vai apoiar a Parada da Diversidade. Segundo ele, a organização pede suporte, como a instalação de banheiros químicos, e não é interesse da administração colaborar com o evento.

Nos últimos seis anos, a Parada da Diversidade de Balneário Camboriú dependeu de liminar na Justiça para acontecer. O Ministério Público de Santa Catarina já pediu ao prefeito Fabrício Oliveira (PSB) que se manifeste sobre o ofício encaminhado pela organização, no dia 10 de agosto, que pede autorização.

O promotor Rosan da Rocha informou nesta semana que, se necessário, apresentará novamente pedido de liminar para garantir que a Parada da Diversidade ocorra.

Confira entrevista com o secretário Miro Teixeira:

Qual será o posicionamento da prefeitura?

É o mesmo do ano passado. Não tem interesse para o município, e temos um decreto que fala o que podemos fazer (com fechamento da Avenida Atlântica), como o desfile de abertura da temporada. Eles não querem fechar a via toda, só uma parte, mas a gente tem que pensar na praia que queremos. Todos os dias me pedem para fazer shows na praia, por exemplo. Tivemos a experiência com o (DJ) Alok, e é algo que não vamos fazer mais. As pessoas querem ordenamento, querem ter a liberdade de ir à praia e poderem caminhar. (O evento) tira o sossego e a liberdade. Já estamos pensando até em tirar a Festa dos Amigos da Avenida Atlântica por isso.

A Parada da Diversidade não é entendido como um show, mas como uma manifestação…

Eles estão pedindo apoio, que coloque banheiros, e nós não vamos colocar. (A Parada) ofende pessoas que são cristãs, conservadoras. Aqui não é vale-tudo, que façam o evento em São Paulo ou no Rio de Janeiro. É exposição, e ainda pedem para disponibilizar uma série de coisas.

Mas a prefeitura não fornece infraestrutura para outros eventos, como a Marcha para Jesus?

É lei, assim como a Cãominhada. Foi apreciada, algum vereador submeteu.

O senhor não teme que Balneário Camboriú perca a identidade de uma cidade cosmopolita?

Somos uma cidade cosmopolita, temos diversas baladas gays, não temos nada contra. Mas tenho amigos gays que são donos de restaurantes, de construtoras, e 99% deles são contra esse evento. É uma exposição que não reflete a maioria dos gays. Por isso não tem lei (que obrigue a prefeitura a ceder infraestrutura). Nós governamos para a maioria, não para a minoria.

 

Fonte: NSC | Foto: Reprodução Facebook

Nenhum comentário publicado.

Deixe um comentário