Após vacina, mãe encontra agulha na perna de bebê no Rio Grande do Sul

A secretaria municipal da Saúde de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul apura o caso de um bebê de quatro meses que ficou com uma agulha presa na perna após ser vacinada em um posto da rede pública.

O caso ocorreu no último dia 30, na Unidade Básica de Saúde Parque Mauá.

De acordo com a mãe da menina, Camila Timm, ela teria procurado o posto por volta das 15h30min para aplicação das doses de rotavírus, pneumocócica e poliomielite.

Horas mais tarde, quando foi dar banho na bebê, retirou o esparadrapo colocado nas pernas da criança após as injeções e percebeu o objeto:

— Era a agulha inteira. Tirei e fiquei fazendo compressas no local. Ela estava chorando, mas nunca imaginei que teria uma agulha na perna.

No dia seguinte, Camila registrou um boletim de ocorrência e levou a filha ao pediatra. Em razão do feriado, só conseguiu relatar o caso na secretaria da Saúde na última segunda-feira, dia 4 de junho.

— Eles só botavam a culpa no fornecedor da seringa. Mas isso não tem justificativa, ela não prestou atenção — critica.

Ricardo Charão, secretário da Saúde do município, garante que a família recebeu toda a assistência necessária. Segundo ele, a pasta ouviu o relato de Camila e tomou providências em relação às seringas utilizadas na imunização de menores de um ano:

— Ao que tudo indica, a agulha se desprendeu. Então, determinamos o recolhimento de todo esse lote de seringas. Na quarta-feira, dia 6 de junho, retiramos um outro lote que também tinha uma agulha solta.

Além dessas medidas, a secretaria abriu processo administrativo para avaliar se houve um defeito no material utilizado. A conduta da técnica em enfermagem que aplicou as vacinas também está sendo analisada.

— Posso assegurar que essa profissional tem mais de 20 anos de prática como vacinadora e na sua ficha funcional não há nada que a desabone. Mas igual, vamos apurar se houve negligência — diz Charão.

Ele também tranquiliza os pais e faz um apelo para que eles não deixem de vacinar as crianças:

— Nossa preocupação é que isso seja mal compreendido e reduza a procura da população para vacina da gripe, que é muito importante.

Fonte: DC | Foto: Facebook / Reprodução

Nenhum comentário publicado.

Deixe um comentário