2º turno será entre mim e candidato do PT, afirma Jair Bolsonaro

O pré-candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, acredita que disputará o 2º turno das eleições contra um candidato do PT.

O capitão do Exército na reserva minimiza o lançamento de 1 nome do centro e acha que herdará o apoio prestado até agora ao ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, por ter “um público parecido” – os eleitores que votam contra a corrupção.

Mesmo sem duvidar da força do PT, Bolsonaro não crê que concorrerá contra o ex-presidente Lula.

“Quem o PT apoiar vai para o 2º turno. Continua a polarização. Acho que o Lula está fora, até porque se o Lula voltar é um esculacho para o Brasil, poder concorrer em cima da Lei da Ficha Limpa”, declarou.

O militar foi o convidado principal nesta 3ª feira (8.mai.2018) de um almoço em Brasília, a 10ª edição do Poder360-ideias, divisão de eventos do Poder360. Participaram jornalistas e empresários. Bolsonaro raramente aceita ir a encontros dessa natureza.

A conversa durou cerca de duas horas. O pré-candidato falou de maneira extensiva sobre como pretende comandar o país se vencer a disputa pelo Planalto. Tratou de temas políticos, econômicos e de segurança, entre outros.

Sobre o anúncio de Joaquim Barbosa de não concorrer mais à Presidência, Bolsonaro deu a entender que o ministro sempre serviu como um concorrente direto do eleitorado.

“O Joaquim Barbosa é testado [nas pesquisas] desde quando ele nem pensava em querer concorrer. Eles até diziam que iam colocar o Joaquim Barbosa para diminuir o meu percentual. O perfil do eleitor dele é muito parecido com o meu”.

Para Bolsonaro, o ex-ministro tem pavio curto e minimizou o discurso de que Barbosa poderia representar o “novo” na política. Afirmou que ele próprio pode ser considerado uma novidade.

“O pavio dele é mais curto do que o meu. Não é novidade. Não é o novo por ser novo. Eu acho que também sou o novo. Nunca estive no Executivo ou apoiei algum governo. Estou encarnando esse novo. Tenho simpatia de vários setores da sociedade. Os outros candidatos são muito parecidos”, falou.

Indagado sobre a pulverização de pré-candidaturas de centro, o deputado afirmou que, se somados, os outros nomes mal chegariam à metade de seu desempenho em intenções de voto e que mais de 70% dos eleitores que o apoiam hoje não mudariam de opção.

“Para mim, está excelente. Vou juntar todos [os do centro] para dar um tiro só. Se somar o percentual desse pessoal, talvez passe um pouco da metade das intenções de voto que eu tenho”.

Bolsonaro disse que, diferentemente de outros partidos, não buscará alianças visando aumentar o tempo de TV. Para compor a chapa como vice, sua 1ª opção é o senador Magno Malta (PR-ES):

“Se dependesse de mim já anunciava hoje”. Indagado se poderia escolher um vice do meio empresarial, não demonstrou interesse nessa fórmula.

Se eleito, encaminhará ao Congresso uma reforma da Previdência. O texto será diferente do proposto pelo presidente Michel Temer. Acredita que uma reforma só será aprovada se enviada em fases, com alterações graduais nas regras.

“Temos dois filtros: Câmara e Senado. Não adianta apresentar uma proposta perfeita que não poderá ser aprovada, porque vai perder tempo. Foi o erro do Temer“.

Defendeu o teto de gastos públicos como foi aprovado por Michel Temer. Não detalhou como conseguirá cumprir essa determinação constitucional.

Também demonstrou ser favorável à privatização de algumas estatais, mandatos pré-estabelecidos para presidente e diretores do Banco Central e a redução do número de ministérios (para cerca de 15).

O deputado manterá a forma como são feitos os contratos do pré-sal. Recentemente, Ciro Gomes (PDT), outro pré-candidato à Presidência, afirmou que revogaria os leilões realizados sob o novo regime, que desobrigam a Petrobras de participar.

Numa administração bolsonarista, o Ministério da Segurança Pública será extinto e a intervenção federal no Rio de Janeiro será interrompida – até porque a ordem aprovada pelo Congresso termina em 31 de dezembro de 2018.

Bolsonaro não gosta do formato dessa medida e não pretende prorrogá-la por uma razão: não há salvaguardas para soldados que se envolvem em tiroteios. “Eu não boto minha tropa na rua [sem esse tipo de garantia]”, declarou.

O capitão do Exército foi ao almoço do Poder360-ideias acompanhado do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos responsáveis pela articulação política de sua pré-campanha, e do economista Abraham Weintraub, que trabalha na formulação de seu programa econômico.

Também estavam à mesa, a convite de Bolsonaro, o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebiano, e o vice da sigla, Julian Lemos.

Fonte: Poder 360 | Foto: Divulgação

Nenhum comentário publicado.

Deixe um comentário